Moda circular, o que é?

Antes de falar sobre a moda circular é necessário saber o conceito da moda linear que é o processo onde uma peça de roupa é projetada a partir de uma matéria prima, passa pela produção, pelo varejo, chega ao consumidor e finalmente vira uma pilha de lixo. É bom relembrar que o lixo têxtil é o segundo mais poluente do mundo, só fica atrás da indústria do petróleo. Já a industria da moda circular  tem o conceito  de reaproveitamento infinito dos produtos têxteis, por isso o nome circular, por que o círculo não tem fim. Como consequência desse processo temos a redução do lixo têxtil. É como aquela velha frase, o lixo de um homem pode ser o tesouro de outro.

A moda circular não é um modismo, é uma necessidade, cada vez mais a produção está acelerada junto com o crescimento do fast fashion (já fiz aqui no blog um post explicando a diferença entre fast e slow fashion, clique aqui), com isso a matéria prima pode se esgotar, além de aumentar a quantidade de descartes da indústria têxtil, não só de resíduos usados na produção mas também dos próprios produtos que os consumidores usaram por um mês e se cansaram.


Foto tirada do catálogo de Tendências COLAPSOS inverno 2017 do Senai


Um dos objetivos da moda circular é manter a vida útil da fibra, tecido ou produto pelo maior tempo possível. É aumentar a vida útil desse produto que iria virar resíduo e transformar em um novo produto. Esses produtos são de ponta de estoques, fim de rolo de tecidos, peças com pequenas falhas que ficam rolando e se não são descartados, são incinerados e se ele serve, por que descartar e poluir o ambiente? Essa é uma causa não só ambiental, mas também social. É o conceito cradle to cradle (do berço ao berço) onde não existe descarte ou lixo, tudo é matéria prima para um novo circulo e é o que faz a moda circular,  assim que chegar o possível fim de vida desse produto é dado a ele uma nova vida.

Lembrando que moda circular não é customização, é dar uma nova funcionalidade a um produto que iria virar lixo, com valor agregado e sim, dá pra ser cool, bonito e legal ou melhor, é pra ser cool, bonito e legal.  Um grande exemplo disso são os trabalhos que são desfilados no Ecochic Design Awards, que é uma competição de design de moda sustentável realizado por uma organização sem fins lucrativos em Hong Kong

Foto tirada do catálogo de Tendências COLAPSOS inverno 2017 do Senai
E aí o que vocês acham disso? Deu pra perceber que há movimentos crescentes para redução de lixo têxtil, dá para reinventar sem cair na mesmice. O que vocês tão achando desses posts que estou fazendo toda segunda, de moda e comportamento?! Deixe eu saber sua opinião no comentário aqui abaixo.

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